terça-feira, 20 de novembro de 2012

Fagner no Vivo Rio - Nov. 2012

 
Como nos últimos anos, o tão esperado show anual do Fagner no RJ vira um grande evento: casa lotada, celebridades da política, futebol e das artes em geral, mas a tônica é a legião de fãs que o acampanha e vibra a cada música.
 
Da banda afiadíssima que o tem acompanhado nas últimas apresentações, a produção, iluminação, divulgação etc, tudo perfeito, como deve ser, ainda mais tratando-se de um veterano do calibre dele.
Do show, tudo previsível, sem muitas surpresas e tem sido assim a cada ano.
Embora isso não tire, de forma alguma, o prazer de vê-lo e ouvir cada música interpretada, de forma tão especial e peculiar.
 
A maioria do repertório formada pelos grandes sucessos, incluindo algumas trilhas de novelas.
Das que agora me ocorrem: "Dezembros" (parceria com o grande Zeca Baleiro); "Mucuripe"; "Retrovisor"; "Borbulhas de Amor"; "Traduzir-se" (do genial Ferreira Goulart); "Deslizes"; "Quem me Levará sou Eu"; "Espumas ao Vento"; "Custe o que Custar"; "Cebola Cortada"; as belíssimas: "Chorando e Cantando" e "Me Leve", entre outras.
 
Mesmo tendo sido um show com menor tempo do que o do ano passado, ocasião em que comemorou seus 40 anos de RJ, houve espaço para voltar às raízes, lembrando Luiz Gonzaga com a ótima "Lengo Tengo".
 
Por termos compartilhado nossa mesa e a do lado com um grupo previamente instalado e já calibrado no uísque desde o início, acabamos por perder as poucas falas entre uma música e outra pois, nesse momento, as conversas e o barulho eram grandes.
Resolvemos abstrair e passei o show sentindo as músicas e vendo pelas lentes da minha máquina.
Algumas coisas ficaram inaudíveis, inclusive referências sobre novas músicas e trabalhos.
 
Acredito que uma música que apresentou chamada "Se o Amor Vier"   fará parte do próximo cd, que será a marca dos seus 40 anos de carreira.  Soube também, por outras fontes, que para o próximo ano ele fará uma oportuna homenagem a Luiz Gonzaga com cd e dvd, trazendo gravações de apresentações que fizeram juntos e também contando com a participação de outros artistas.
 
Enfim, às vezes me pergunto o que me leva a assistir a mais um show, do qual já sei quase todo o repertório e, com toda certeza, sem nada de inovador.  Quem sabe, no fundo, a esperança de que faça o caminho de volta às origens, aos bons e criativos tempos, às antigas e perfeitas parcerias.
Não encontro respostas, apenas sei, compro e vou, pois sinto que ainda vale a pena.
Paixão é paixão e não tem explicação.
 
Texto e foto de Anik Brandao.

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