domingo, 18 de abril de 2010

Di Freitas - Show na SESC-TV - 18/4- 16 hs

Um músico sensacional que eu ainda não havia assistido tocar e tive a alegria de conhecer ontem através do programa "Especial Musical" da SESC-TV - Canal 3 da Sky. Hoje- domingo, vai reprisar às 16 hs e ao longo da semana também deve passar outras vezes. Recomendo a quem tiver acesso ao canal que não deixe de ver.
O show aconteceu no SESC Ipiranga, em São Paulo, em 2009 e teve as participações da Orquestra de Rabecas SESC Cego Oliveira e da cantora Juliana Amaral.

Abaixo informações sobre Di Freitas pesquisadas na net. A primeira é do site do programa "Música Instrumental", outro excelente programa do Canal SESC-TV, que passa diariamente. E a segunda é um artigo de Júlio Daio Borges sobre o músico. Foi tirado do site www.digestivocultural.com.br, que também recomendo que todos conheçam.

"Di Freitas estudou violoncelo e violão clássico no centro de formação do SESI Fortaleza. Também em Fortaleza, o músico tocou no “Syntagma”, grupo que trabalha com a relação entre música antiga e música nordestina. Integrou a Orquestra Filarmônica de Goiás onde foi arranjador e músico. Em Juazeiro do Norte desenvolve trabalho de experimentação musical com materiais alternativos, pesquisa iniciada na APAE. Lançou em 2007, ao lado da cantora lírica italiana, Francesca Della Monica o CD “Ultraexistir”."

"Ariano Suassuna tem como uma de suas principais influências Miguel de Cervantes e encontra no Nordeste brasileiro um lado medieval, que persiste, apesar da vinda da Corte (século XIX), da proclamação da República (século XX) e da chamada globalização (século XXI). Quem duvida, deveria escutar O Alumioso, do músico Di Freitas, lançado pelo Selo SESC, um dos mais dedicados à pesquisa de música realmente brasileira. Além do Nordeste, de compositores como Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (em “Juzeiro”, que abre o disco), encontramos, nas composições de Di Freitas, surpreendentes traços de música indiana e árabe (em “Cantigas de Mouro”), africana e caribenha (em “Salsa com Baião”), música caipira (em “Lavras da Mangabeira") e, inclusive, a poética dos romances de cavalaria (em “Flor de Algodão”, com participação de Juliana Amaral). Di Freitas, que também atende por Francisco, como se não bastasse, fabrica instrumentos e alterna criações suas, enriquecendo as faixas em sonoridade, com violoncelo de cabaça, marimbau e rabeca igualmente de cabaça, fora lira nordestina, “viola de 13”, violão e alaúde. Sem contar os sopros, como clarinete e flauta doce, que também toca. Com passagens dedicadas a outros mestres, como Nonato Luiz, O Alumioso é tão vasto em influências do cancioneiro de diferentes tradições que mal conseguimos defini-lo – o que está OK, já que nem Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc, nem Antonio Madureira, mais próximo ao músico, conseguem. Realizações como essa, de Francisco “Di Freitas”, indicam que sempre há, no Brasil, culturas a serem descobertas. "

(Julio Daio Borges - editor do "Digestivo Cultural")

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