terça-feira, 29 de setembro de 2009
Oliveira do Ceará
domingo, 27 de setembro de 2009
Paulo José - Minha Voz

Dono de uma bela voz e com uma evidente influência de Cauby Peixoto, Paulo registrou neste seu disco desde grandes clássicos da música internacional como”Old Fashioned Way” até “Dorothy L’Amour” de seus conterrâneos Fausto Nilo e Petrúcio Maia.
Com uma carreira que já tem mais de 10 anos e bastante conhecido em Fortaleza, principalmente por se apresentar em eventos como casamentos e já tendo inclusive cantado o Hino Nacional no Estádio do Castelão, Paulo José pretende agora atingir públicos de outros estados com este seu CD em que se revela um intérprete seguro e maduro, apesar da pouca idade que tem.
PAULO JOSÉ – MINHA VOZ – 2008
1- Dorothy L’Amour (Fausto Nilo/Petrúcio Maia)
2- Nascente (Murilo Antunes/Flavio Venturini)
3- Spotlight (Carlos Colla)
4- O que é amar (Johnny Alf)
5- Minha voz (João Lyra/Paulo César Pinheiro)
6- E era Copacabana (Carlos Lyra/Joyce)
7- Old fashioned way (Charles Aznavour/G. Garvarentz)
8- Colar Esperanza (Cachorro Lopez/Diego Torres/Cati Sorokin)
9- Cantar (Godofredo Guedes)
10- Vieste (Ivan Lins/Victor Martins)
11- Hello Detroit (B. Gordy/W. Hutchison)
12- Ave Maria (Charles Aznavour/G. Garvarentz) – Part. Meninas Cantoras de Petrópolis
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Show de Marcus Caffé - Hoje!
MARCUS CAFFÉ NA III MOSTRA DA CANÇÃO BRASILEIRA INDEPENDENTE DO CCBNDIA 25 DE SETEMBRO SEXTA-FEIRA AO MEIO DIA
GRÁTIS
MARCUS CAFFE
MULTIMIDIÁTICO
A III MOSTRA DA CANÇÃO INDEPENDENTE BRASILEIRA DO CCBN TRAZ MARCUS CAFFÉ.
CEARENSE DE FORTALEZA O INTÉRPRETE CANTOR E COMPOSITOR APRESENTARÁ NESTA EDIÇÃO DA MOSTRA PARTE DO REPERTÓRIO DE SEU MAIS RECENTE DISCO DÉJÀ VU.
O TRABALHO FOI PREMIADO PELO IV EDITAL DE INCENTIVO ÀS ARTES PROMOVIDO PELO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ VIA SECULT. O REPERTÓRIO D DISCO PASSEIA LIVREMENTE ENTRE OBRAS DE RENOMADOS COMPOSITORES CEARENSES COMO EVALDO GOUVEIA,NONATO LUIZ E FAUSTO NILO. NO ROTEIRO DO SHOW HÁ UM APANHADO DE OBRAS DE COMPUSERAM SEUS MAIS RECENTES SHOWS TEMÁTICOS À EXEMPLO DE HUMBERTOS E NA BASE DA CHINELA.
ARTISTA DE PALCO, MARCUS SE DESTACA NO CENÁRIO DA MÚSICA NÃO SOMENTE PELO SEU CANTAR MAS TAMBÉM POR SUA CAPACIDADE DE COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO FATO ESTE QUE LHE RENDEU CONVITES À APRESENTAR PROGRAMAS DE TV ASSIM COMO VEM FAZENDO EM DIVERSOS EVENTOS À EXEMPLO DA FEIRA DA MÚSICA, MOSTRA PETRÚCIO MAIA E MOSTRA BNB DA MÚSICA INSTRUMENTAL.
NO SEGMENTO PUBLICITÁRIO É UM DOS CRIADORES MAIS REQUISITADOS E CONTA COM PORTIFÓLIO DE OBRAS MEMORÁVEIS PELA NATUREZA INOVADORA E ESPIRITUOSA.
NESTA APRESENTAÇÃO DA III MOSTRA DA CANÇÃO BRASILEIRA INDEPENDENTE O PÚBLICO TERÁ OPORTUNIDADE DE CONFERIR ESSE NOVO MOMENTO DA VIDA PROFISSIONAL DESTE MULTIMIDIÁTICO ARTISTA E ADQUIRIR SEU TRABALHO.
CONTATOS:
CAFFEPRODUCAO@GMAIL.COM
WWW.MYSPACE.COM/MARCUSCAFFE
WWW.CAFFECLUBE.BLOGSPOT.COM
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Patativa no livro de Aquiles Reis (do MPB-4)
Livro – O gogó de Aquiles – Aquiles Rique Reis – Editora Girafa – 2004 – Págs 152 a 154:
“Patativa do Assaré era um homem voltado para sentir as palavras. Um sertanejo calejado na luta para traduzir o sentimento do nordestino. Cego dos olhos, como o Assum Preto. Com os ouvidos moucos de tanto ouvir a ladainha dos pobres de espírito, restava-lhe a poesia. Restavam-lhe as palavras que, juntas, valiam a voz do homem do sertão do Ceará, sua terra natal. Homem brasileiro que se orgulhava de sua gente e fazia versos que eram como uma câmera fotográfica a registrar com crueza a miséria de sua gente. Criador de frases, seu mundo era o mundão dos grotões e das caatingas. Sua voz ecoava pelos quatro cantos do Nordeste tão miserável quanto rico. A mesquinharia dos coronéis, senhores feudais e cafetões da seca secular, excluiu um pedaço brasileiro dentro do Brasil. Como uma perna amputada do tronco, o Nordeste teima em se apoiar na voz de seus cantadores. Tenta resistir na ponta do lápis de seus poetas. Tenta não deixar que se apague a chama de vida nascida da terra árida que faz sua música brotar do chão esturricado pelo sol de arder a pele e a alma.
Patativa falava a língua nordestina com o sotaque de seu povo. Sua gente o entendia e idolatrava. Suas palavras formavam um caminho que ligava Assaré ao resto do país. Essa estrada formada por versos batidos em meio à terra seca levava Patativa mundo afora. O poeta fez de suas andanças seu viver e relatava-as àqueles que são ávidos por ouvir histórias do homem que traça o seu destino com palavras.Antonio Gonçalves da Silva disse: “A poesia sempre foi e ainda está sendo a maior distração da minha vida.” Um homem que se divertia chamando seus irmãos à luta. Um poeta que vivia para fazer com que seus versos fossem usados pelos seus conterrâneos para buscar uma vida mais digna.
Patativa não ouvia e não enxergava. (Nota do blog: Pelo que sei, Patativa tinha problemas em apenas um dos olhos e não era surdo. A menos que Aquiles esteja falando já do final da vida dele, quando pode ter ficado surdo, não sei). Vivia sentado em sua cadeira de balanço, ritmando seus dias ao sabor do nascer e do por do sol. Patativa era um de seus personagens, ele e todos os que vivem pelo sertão adentro. Em sua antologia “Cante lá que eu canto cá”, organizada pelo pesquisador Plácido Cidade Nuvens e lançada pela Editora Vozes em 1978, Patativa do Assaré ensina: “Morre aquela criatura/Depois a pobre coitada/No rumo da sepultura/Numa rede imbruiada/Um adjunto de gente/Uns atrás otras na frente/Num apressado rojão/Quando um sorta o otro pega/É assim que se carrega/Morte pobre no sertão.” Em sua escrita que reproduz o falar do homem nordestino o poeta revelava o que seus olhos já não viam, e cantava as cantigas que seus ouvidos já não escutavam.
Patativa não costumava ser muito gentil com o monte de políticos que, na época de eleição, iam procura-lo em sua casa, em Assaré – distante quinhentos quilômetros de Fortaleza -, para pedir apoio. Sentado na cadeira de balanço, pitando seu cigarro, aquele homem de um metro e meio de altura tinha versos afiados na ponta da língua, prontos para afrontar os homens que faziam e fazem da seca indústria, da fome comércio e do latifúndio quintal de sua ganância inescrupulosa. O poeta escarrava para o lado e mandava bala na lata do projeto de político: “Quero um chefe brasileiro/Fiel, firme e justiceiro/Capaz de nos proteger/Que do campo até a rua/O povo todo possua/O direito de viver/Quero paz e liberdade/Sossego e fraternidade/Na nossa pátria natal/Desde a cidade ao deserto/Quero o operário liberto/Da exploração patronal...”
Patativa do Assaré, pajé de nossa cultura popular, como Braguinha, Dino e Jamelão. Exemplos de criatividade, dignidade e cidadania.”
domingo, 20 de setembro de 2009
Fagner - Manera Fru Fru Manera
Mesmo depois de 36 anos de seu lançamento, muito mistério ainda ronda o primeiro LP de Raimundo Fagner, Manera Fru Fru Manera. Lançado sem o encarte, até hoje sem uma explicação convincente, não se sabe exatamente que músicos participam de quais faixas, a não ser pela vagas informações da contra capa que indicam a participação de Bruce Henry, Naná de Vasconcelos, arranjo de Ivan Lins para Mucuripe, além do vocal de Nara Leão em “Pé de Sonhos” e “Penas do Tié”. Também pela falta do encarte é que houve todo o problema com a música “Canteiros”, já que segundo Fagner declarou em entrevistas, ele tinha mencionado no encarte que a música era baseada no poema “Marcha” de Cecília Meireles. Especula-se que o boicote ao encarte foi manobra de um determinado diretor da Philips, muito poderoso na ocasião e desafeto de Fagner . Falou-se também em ciúmes do grupo baiano e de seu empresário na época, muito influente na mesma gravadora, mas a verdade nunca foi dita. Que o lançamento colocou Fagner em evidência não há dúvida. Com um compacto promocional sendo lançado para a imprensa onde nomes como o jogador de futebol Afonsinho, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli e Erasmo Carlos davam o seu total aval ao cantor/compositor iniciante, é muito provável que a ciumeira tenha realmente acontecido.Os desencontros começaram desde o título do disco. Fagner queria apenas “Manera Fru Fru Manera”, mas a gravadora insistiu em colocar “O último pau de arara” na capa.
Uma outra dúvida sobre o disco é o porquê do anúncio do cigarro Hollywood na capa e contra capa. A Souza Cruz entrou com algum patrocínio ali ? Que outra explicação seria convincente para justificar tamanho merchandise ?
Mistérios e ciúmes à parte, o primeiro disco de Fagner foi marcante na época.
Com um repertório misturando canções autorais, músicas mais regionais e o lançamento de novos compositores como Petrúcio Maia e Brandão , Fagner já deixava claro em seu primeiro disco que na MPB estava estreando um cantor de muita personalidade e com um jeito único de cantar, alguém que torna definitiva as interpretações que dá para as canções.
Devido aos problemas com a faixa “Canteiros” as primeiras edições do disco foram logo substituídas por outra com a canção “Cavalo Ferro”entrando no lugar de “Canteiros”. Devidos a tantos problemas acontecidos em seu primeiro LP solo, Fagner sairia da gravadora Philips em seguida. Além de “Manera Fru Fru Manera” ele teve lançados pelo selo o compacto duplo de 1972, a participação no LP “Quando o Carnaval Chegar” e no Phono 73.
RAIMUNDO FAGNER – MANERA FRU FRU MANERA – 1ª EDIÇÃO - 1973
Lado A
1- Último pau de arara (Venâncio/Corumbá/J. Guimarães)
2- Nasci para chorar (Born to cry) (Dion/Dimucci)-Versão de Erasmo Carlos
3- Penas do Tiê (Heckel Tavares) – Participação de Nara Leão
4- Moto 1 (Fagner/Belchior)
5- Mucuripe (Fagner/Belchior)
6- Como se fosse (Fagner/Capinan)
Lado B
1- Pé de sonhos (Petrúcio Maia/Brandão) – Participação de Nara Leão
2- Canteiros (Fagner em poema de Cecilia Meireles)
3- Sina (Fagner/Ricardo Bezerra/Patativa do Assaré)
4- Tambores (Jovem também tem saudade) (Fagner/Ronaldo Bastos)
5- Serenou na madrugada (Folclore – Adapt. de Fagner) – Participação de Bruce Henry
6- Manera Fru Fru Manera (Fagner/Ricardo Bezerra)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Iran Bz
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Fagner - Show do Vivo Rio - por Geraldo Medeiros Jr.
Abaixo, a revisão do show de Raimundo Fagner realizado no dia 29/08/09 no Vivo Rio, RJ - feita pelo amigo de Campina Grande, PB - Geraldo Medeiros Jr.
OS NOVOS VELHOS SONS DE RAIMUNDO FAGNER
Por Geraldo Medeiros Júnior
Fiquei estupefato, boquiaberto. Acompanho shows de Fagner há 22 anos. Na qualidade de fã incondicional, gosto de cada show. Mas, em épocas distintas consigo distinguir as diversas fases e ânimos na carreira do cantor. Cheguei a falar para ele certa vez que os shows estavam ficando muito iguaizinhos, previsíveis, com roteiro repetido ano após ano.
O novo show, que tive o privilégio de ver no Vivo Rio em 29 de agosto, é muito bom. Fagner saiu do lugar comum. Renovou a banda, a sonoridade, o re
pertório. Isto tudo faz muito bem, para o artista e para o público.
A mudança não foi apenas de banda. Com os novos músicos, trazidos pelo produtor Clemente Magalhães ( na foto ao lado, de barba, junto com o baixista do grupo que tocou no show, André Carneiro), foram feitos novos arranjos, não só para as novas canções, mas também para os antigos sucessos. Os novos arranjos são um tanto mais pesados, têm certo toque eletrônico em alguns momentos, de reggae em outros, mas também soam tradicionais e não descaracterizam os arranjos originais. Fiquei impressionado com o arranjo de Deixa Viver. Aquele solo de Robertinho de Recife da gravação original é maravilhoso. No novo arranjo conseguiram fazer diferente, com aquele solo aparecendo apenas no finalzinho da música.
O repertório é novo também. Claro que em um show de Fagner não podem faltar Canteiros, Borbulhas de Amor, Espumas ao Vento, Revelação... Todas estão lá, mas ganham cara de nova, estão incrivelmente belas.
No embalo das novidades, Fagner garimpou pérolas do seu próprio repertório, porém ofuscadas pelos grandes hits dos antigos discos. É o caso de Bola de Cristal. Acredito que é a primeira vez que esta música entra em um show de Fagner. Ficou muito boa, dançante, coisa mesmo de final de show. É também o caso de Asa Partida, música muito festejada por onde ele passa e de Viajante. Para mim, esta última tem sabor especial, gosto de celebração, já que tenho percorrido tantas estradas para ver shows de Fagner.
O novo produtor Clemente Magalhães é um dos responsáveis pela nova fase. Para mim, o ponto do alto do novo disco, presente também no show, é a sonoridade. Lembro que Caetano Veloso encantou muita gente quando trouxe Jacques Morelembaum para a sua banda. Diversos sucessos tiveram a marca de Jacques. Depois ficou com cara de mais do mesmo. Caetano fazia discos diferentes com a mesma roupagem, arranjos que pareciam se repetirem. Quando ele ousou, montou a banda Cê, novos arranjos e músicas apareceram, possibilitando uma nova e bela fase em sua carreira. Sinto que Chico Buarque tem os seus discos um tanto amarrados ao estilo de Luis Claudio Ramos. Hoje já soam um tanto repetitivos.
As alterações promovidas por Fagner foram muito positivas. Mudanças foram características em sua carreira. Até os anos noventa era comum Fagner gravar discos com determinados músicos e fazer shows com outro time. Na busca de novas sonoridades o único equívoco foram os discos assinados por Lincoln Olivetti que substituiu os instrumentos originais por um som pasteurizado, a partir do uso de sintetizadores e computadores. Mas, em todos os outros momentos, o que se viu foram discos diferentes. Não dá para comparar as sonoridades de Raimundo Fagner (1996), Terral (1997) e Amigos e Canções (1998), apesar de terem sido produzidos em anos sucessivos. São discos distintos, com seus próprios conceitos.
Fagner voltou a fazer um set intimista, com voz e violão apenas. No Rio, ele homenageou Belchior, até então sumido. Fez um medley maravilhoso com A Palo Seco, gravada pelo próprio Fagner no disco Ave Noturna, e Paralelas, que já esteve presente em vários shows. Em seguida uma belíssima interpretação de Motivo, uma das mais belas composições de Fagner, sobre poema de Cecília Meirelles.
O novo show agrada principalmente por significar um período de renovação sonora, porém com muito respeito à história do próprio artista. Para os saudosos da banda que o acompanha há algum tempo, Fagner dá sinais de que a mesma continuará fazendo os shows com ele, principalmente os shows na região Nordeste. Trata-se de um acerto, já que nestes shows, geralmente realizados em praça pública, ele precisa manter um bloco inteiro com músicas nordestinas e nada melhor que a sanfona do maravilhoso Adelson Viana.
Tomara que as novas sonoridades encantem novas gerações. Fagner tem conseguido, em mais de trinta e cinco anos de carreira, trazer para os seus shows pessoas das mais diferentes idades. Ele nunca quis ser rotulado, pois nunca teve preconceitos, gravou os mais diferentes estilos, com os mais diferentes parceiros. Manteve a capacidade de inventar e de se reinventar. Que se mantenha assim, promovendo metamorfoses que alimentem a nossa fome por sons, acordes e pela voz inigualável de Fagner.
Nota do blog: Repertório completo do show na ordem de apresentação das músicas:
Mucuripe/Muito amor/Fanatismo/Uma canção no rádio/Regra do amor/Asa partida/Noturno/Paralelas/A palo seco/Motivo/Quem me levará sou eu/Jura secreta/Revelação/Espumas ao vento/Deslizes/Borbulhas de amor/Viajante/Flor do mamulengo/Deixa viver/Me dá meu coração/Canteiros/Bola de Cristal
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Pingo de Fortaleza - Prata 950
Eu sempre fico entusiasmada quando sei de um disco novo feito por Pingo de Fortaleza, pois tenho a certeza que vem coisa boa. Pingo é um dos artistas cearenses que mais admiro, não só pela qualidade de suas composições, mas também pela pessoa que é e pelo batalhador incansável em prol da cultura cearense.Prata 950 é o mais recente trabalho de Pingo de Fortaleza e comemora seus 25 anos de carreira . Lançado no final de julho em um grande show na sede da ONG Solar, que o artista preside, o novo CD traz canções inéditas e 3 regravações. A música que abre o disco – “Aproveite o dia”- a primeira parceria de Pingo com o jornalista Henrique Beltrão- já virou o meu mote de vida. A letra diz: “Já que tudo muda e tudo passa, aproveite o dia em plena graça. Levante a cabeça e siga adiante, aproveite o instante”.
E o disco continua em pleno alto astral, com letras incríveis e a qualidade poética que caracteriza Pingo. Um dos versos de “Brincar de brinquedo”-composição só dele- é um bom exemplo disso: “Eu já não sou brinquedo, agora eu tenho medo de me quebrar e não poder mais colar”. Grande Pingo! Que como já disse alguém, não tem nada de pingo, é uma enxurrada de poesia ...
Outra característica do CD são as referências de outras músicas inseridas em algumas das canções. São as chamadas “músicas incidentais”. Canções que se encaixam ou remetem àquela que está sendo executada, então tem alguns versos incluídos.
As faixas que Pingo regravou são aquelas que sempre tiveram grande empatia com o seu público e principalmente nos shows: “Coração de Pedra”, “Lógica” e “Filhos”.
“Procura”, a faixa 10 - uma parceria de Pingo com o jornalista Dalwton Moura -foi gravada por Lupe Duailibe no CD “Solo Feminino no. 2” e agora ganha a versão do autor. Muito bem vinda, por sinal.
A direção musical e os arranjos do disco são do excelente guitarrista Mimi Rocha, que toca guitarra, violão, banjo e loops. Outros músicos que participam do CD são Marcos Vinnie (teclados e loops), Denílson Lopes (bateria), Edmundo Júnior (baixo) e em participação especial nos vocais, Marcelo e Ricardo Pinheiro, da Banda Renegados.
Prata 950 comemora com muita poesia e criatividade os 25 anos de carreira de Pingo de Fortaleza, um artista especial que representa o que a música cearense tem de melhor atualmente. Que venham mais 25!
PINGO DE FORTALEZA – PRATA 950 – 2009
1- Aproveite o dia (Pingo de Fortaleza/Henrique Beltrão)
2- Noite azul (Pinto de Fortaleza/Parahyba/Augusto Moita)
3- Brincar de brinquedo (Pingo de Fortaleza)
4- Balada para Ana (Pingo de Fortaleza/Augusto Moita) – Música incidental: Catavento (Eugênio Leandro/Oswald Barroso)
5- Coração de Pedra (Pingo de Fortaleza) – Música incidental: Domingo no parque e Parabolicamará (Gilberto Gil)
6- Lógica (Pingo de Fortaleza)
7- Corpo total (Pingo de Fortaleza) – Música incidental: Solencanto (Pingo de Fortaleza_
8- Prata 950 (Pingo de Fortaleza)
9- Recomeçar (Pingo de Fortaleza/Carlos Nelton)
10- Procura (Pingo de Fortaleza/Dalwton Moura) –Incidental: Autopsicografia (Fernando Pessoa)
11- Sons de redenção (Pingo de Fortaleza) – Original: Redemption song (Bob Marley)
12- Filhos (Pingo de Fortaleza)
O CD pode ser adquirido na sede da ONG Solar – Av. da Universidade, 2333 – Benfica
Tel: (85) 3226-1189 – Preço: R$ 5,00
Visite: http://pingodefortaleza.blogspot.com
domingo, 13 de setembro de 2009
Wagner Castro - No tom da canção cearense: do rádio e TV, dos lares e bares na era dos festivais (1963-1979)

Com um estilo muito leve de escrever e que flui tranquilamente, Wagner Castro torna seu livro uma experiência muito agradável para quem gosta da música cearense e quando se termina a leitura fica aquele gostinho de quero mais.
Vou reproduzir aqui o capítulo que ele denominou de “Considerações Finais” (págs. 269 a 272) e que vale como um resumo de seu excelente trabalho, fruto de uma pesquisa profunda e séria.
“A música popular cearense dos anos 50 trilhou o caminho romântico estilo seresta, sem grandes dissonâncias, até meados dos anos 60, na esteira do sucesso dos grupos vocais da era de ouro do rádio, formação de trios como os Vocalistas Tropicais e Trio Nagô, que alcançaram algum sucesso fora do Ceará com o nível técnico de gravação dos padrões do período. Alguns estudantes-músicos aventuravam-se nos caminhos reservados da Bossa Nova como Rodger Rogério e Petrúcio Maia.
O palco dessa renovação efetuou-se de forma simultânea no rádio, no teatro e na TV, criando independentemente, à revelia dos modelos impostos televisivos do sudeste, dando um caráter singular à Música Popular Cearense, composta de um forte teor poético e, quase sempre, sem refrão. Talvez essa seja sua estética, merecendo, portanto, um estudo mais detalhado. A preocupação “ideológica da canção”ou dos produtos culturais e a discussão sobre o nacional-popular ocorrem com a formalização do CPC em Fortaleza, em 1963, salientando ainda que eram parcos os seus componentes e recursos.
Nesse sentido, quando falo de MPB Cearense, refiro-me a essa música que nasceu dessa intercessão em meados dos anos 60.
Em meados de 60, em Fortaleza os jovens artistas geralmente oriundos da Universidade incorporavam ma Bossa Nova tardia, com suas especificidades locais, faziam canções, nos intervalos, nos campos universitários, nas casas e nos bares como lugar social da canção e organizavam-se em grupos, sem, contudo, vislumbrar ou ter em vista, pelo menos a curto prazo, o mercado fonográfico. Era um “bando de jovens”que compunham, cantavam e que vão sendo paulatinamente atraídos pela televisão.
Os jovens mais engajados politicamente pelo viés cepecista demarcaram a conotação de movimento ao grupo; enquanto outros artistas não tinham tal percepção ou aceitação. Mesmo com a visita de Geraldo Vandré à Fortaleza e seu encontro com o grupo Cactus e o Gruta, os jovens compositores não se envolveram, em suas composições, com a estética cepecista do artista. A reorganização musical cearense teria então duas balizas: uma, com o nascente Conservatório organizando festivais ; outra, com a nascente “Música Popular Cearense”, que buscava novas melodias e referências poéticas. Não havia nenhuma preocupação com a estética musical a seguir, mesmo com a referencia da Bossa Nova e do Tropicalismo. “Em 1969, o projeto nacional-popular não era mais dominante dos rumos musicais do país, seja pela força da repressão, seja pela força de novas tendências ligadas ao com universal.”
Por outro lado, como não havia seguido esse projeto nacional-popular, nesse mesmo ano,a “Música Popular cearense”, nos Festivais Nordestinos, mostra sua singularidade como tendência , e estilo próprio com letras mais verbalizadas na visualização da cidade, caso explícito da canção “Bai Bai Baião”, de Rodger Rogério; “Beira Mar” e “Terral”, de Ednardo. A música cearense terá nos Diários Associados, em seus programas de televisão e seus Festivais Nordestinos iniciados em 1969, sua experimentação, amadurecimento e o desejo de extrapolar a audiência em busca de novos mercados.
Mesmo com a avalancha midiática da Jovem guarda, nos programas da TV Ceará e com a universalização sonora do Rock, especialmente com os Beatles na indústria fonográfica no mercado brasileiro e com a ampliação do consumo de fonogramas, não houve de fato uma mescla desses elementos na “Música Popular Cearense”. E quando houve, essas novas tendências atingiram um ramo específico, os conjuntos de baile e outros que acompanham, em certas ocasiões, os jovens compositores.
Os anos de 67 e 68 são relevantes como marco da nova sonoridade, credibilidade, amadurecimento e consolidação para a música cearense, com o IV Festival da Música Popular do Ceará pela redefinição dos músicos antigos e jovens, marcando o início da carreira de Fagner. Destaque para a presença do grupo baiano, “Nós, Por Exemplo” em Fortaleza em 67, especialmente a forma de tocar de Gilberto Gil, que inspiraram jovens artistas, como Fagner. Contudo, a presença de Piti, o baiano do grupo, desgarrado, em Fortaleza com seus shows e participação no “Festival Aqui no Canto”” , provocará um encantamento nos jovens cantores e compositores, no que se refere à técnica e modo de tocar violão, na forma de compor, na desinibição,despertando também a idéia de profissionalização nos artistas locais. Por outro lado, o ano de 68 foi um marco na realização de forma criativa do I Festival da Música Popular Aqui, surgindo um novo cast de compositores, fornecendo aos ouvintes outras sonoridades e o inusitado, a gravação de um disco do Festival: o primeiro dessa nova “Música Popular Cearense”. Se o nível técnico de gravação, nacionalmente nesse período, estava longe do padrão internacional, em Fortaleza, só havia um estúdio de jingles, o Orgacine, onde o disco foi gravado, devido à determinação e competência de alguns, porém prensado no Rio de Janeiro.
A partir de 69, os Diários Associados organizaram os Festivais Nordestinos com eliminatórias em Fortaleza ea final em Pernambuco. Por terem uma ampla divulgação nos meios de comunicação dos Associados, notadamente na televisão que dava cobertura nas eliminatórias, serem festivais competitivos , com eliminatórias e premiação em dinheiro e pelo seu caráter midiático, atraiu os jovens compositores e cantores cearenses. Esses Festivais deram credibilidade e segurança para os jovens artistas e a percepção na qual, a inserção no mundo da música poderia mudar suas condições sociais.
Desse modo, com os Festivais organizados pelos estudantes e os Festivais Nordestinos realizados no final dos anos 60 e início dos anos 70, houve maior ampliação e aproximação entre os artistas, isso fica evidente no I Festival da Música Popular Aqui. Além disso, suas casas passaram não apenas a ser o local onde os jovens se encontravam para ouvir os discos que abarrotavam o mercado, mas onde discutiam política, namoravam e onde foram inspiradas e produzidas muitas canções.
Os bares, por sua vez, passaram a seduzir esses jovens artistas, não só para as conversas do cotidiano ou sobre política, mas também para entoar canções. Não apenas as casas e bares, mas ainda os grupos organizados pelos estudantes ampliaram as relações afetivas, resultando em parcerias que geraram canções antológicas dessa nova música cearense. Dessa tríade: Universidades, lares e bares nasceu o engajamento político dessa classe média de estudantes, notadamente com a chegada do CPC em Fortaleza, mas não teve tanta força como em Recife onde chegou a ter nome próprio, MCP (Movimento de Cultura Popular).
Dos espaços da Universidade em Fortaleza, dos lares, bares e encorajados nos programas “Porque Hoje é Sábado”e “Show do Mercantil”, esses artistas partem para o sul em busca do mercado fonográfico. Artistas consagrados, especialmente Elis Regina diante dessa sonoridade exposta nos festivais dos anos 60 e das circunstâncias do mercado passam a ver, nesses artistas oriundos do III e IV Festival Universitário da Música Popular Brasileira como Gonzaguinha, Ivan Lins, João Bosco e os cearenses Belchior e Fagner, novas possibilidades de interpretações, audiência e consumo diante de uma vertente social engajada principalmente o público estudantil, na luta pela abertura política. O circuito universitário ganhou outra dimensão, consolidando nomes como Ivan Lins e Gonzaguinha no MAU (Movimento Artístico Universitário). Nesse mesmo ano de 72, os cearenses com suas canções e letras e forma de cantar singular são atraídos pela indústria fonográfica.
Os artistas cearenses voltam-se às sonoridades nordestinas, especialmente de compositores piauienses e novos compositores cearenses como os irmãos, Caio e Graco e o pernambucano Alceu Valença, elaborando novas composições que se tornaram sucesso nacional, na voz de Fagner, Belchior e Ednardo ou na realização do Festival da Tabuba, uma espécie de “Woodstock cearense” em 1976, quando, a partir de então seria a vez dos cearenses sentirem o gosto amargo da censura sobre suas canções, especialmente Ednardo.
Por outro lado, vale ressaltar que os artistas cearenses já estavam inseridos na indústria cultural em meados e final dos anos 70; suas participações nos festivais nacionais televisivos , realizados pela TV Globo e TV Tupi, não revelaram impacto para o grande público nem relevância dos cearenses, no mercado fonográfico.
Em meados dos anos 70, outra leva de artistas cearenses moviam-se compondo e cantando em festivais, destacando-se os Festivais da Credimus, patrocinados pela Credimus financeira em Fortaleza. Sobressaiu-se, em particular, o I Festival do Jovem Compositor Cearense em 1978, de modo que os vencedores foram convidados para integrar o projeto cultural da “Massafeira”, idealizado por Ednardo, e o III Festival, chamado de Festival Credimus da Canção, ocorrido em 1980. Vale salientar que, depois de Fagner, Ednardo e Belchior nenhum cantor e compositor cearense conseguiu entrar na grande mídia, ao menos no que se refere à canção tida como MPB.
Ao tentar compreender as origens da musicalidade cearense dos anos 60 e 70 ou para alguns, música universitária cearense, tentando ressaltar as experiências de vida dos artistas, seus espaços de criação, a relação músico e música, abordando suas condições sociais, muita coisa ainda pode ser dimensionada e aprofundada. De minha parte, essa é a contribuição parcial e provisória acerca do conhecimento da música brasileira, em particular da “Música Popular Cearense”.
(Wagner Castro)
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Fausto Nilo convida Paula Tesser - Amanhã - BNB Clube
I Festival Nordestino da Música Popular - 1969

Em 1969, o grupo dos Diários Associados (TV-Tupi no Rio e no Ceará a TV-C canal 2) no Nordeste promoveu o I Festival Nordestino da Música Popular que teve eliminatórias realizadas em Fortaleza, Salvador e Recife. Na capital cearense foram 4 eliminatórias para selecionar uma finalista de cada etapa para representar o Ceará na grande final a ser realizada na capital pernambucana. Inscritos no Festival, os grandes nomes da música cearense da época, como a intérprete Ayla Maria e também novos compositores como Ednardo.
Na última eliminatória foram selecionadas as músicas “Boca de Forno”, de Tânia Cabral, “Bai Bai Baião”, de Rodger Rogério e Dedé Evangelista, “Caminhante”, de Frederico Matos Pereira e “Caminhada”, de Lauro Benevides (que atualmente usa o nome artístico de Lauro Jaya) para representar o Ceará no Festival.
Na finalíssima, realizada em 23 de agosto de 1969, no Recife, a canção de Rodger Rogério conseguiu o 2ª lugar geral do Festival, sendo interpretada por Jorge Telles (que mais tarde também cantaria “Na hora do almoço” junto com Belchior e Jorge Nery no Festival Universitário no Rio de Janeiro, vencido por Belchior).
Um LP foi gravado com as 12 finalistas do I Festival Nordestino e as outras 3 representantes do Ceará estão ali registradas. Com grande repercussão e sendo transmitido pela TV-C, o Festival chamou a atenção do público para os novos compositores que surgiam, em especial Rodger Rogério e Tânia Cabral (que também usou o nome artístico de Tânia Araújo) e que viria a participar, 10 anos depois, da “Massafeira Livre”.
Com o patrocinio dos automóveis “Crysler”, inclusive com anúncio na contra-capa do disco, o LP foi gravado pela histórica gravadora Rozenblit e teve como supervisor geral Antiógenes Tavares, coordenação de Severino Barbosa (ambos da TV Rádio Clube, de Recife) e direção musical do maestro José Menezes. Um disco histórico e fundamental no registro da “Nova Música Popular Cearense”.
I FESTIVAL NORDESTINO DA MÚSICA POPULAR – ROZENBLIT – 1969
Lado A
1- Poema do amor sem luz (Cussy de Almeida/Reinaldo de Oliveira)
1º lugar – Pernambuco – Voz: Expedito Baracho com Coral do Carmo do Recife
2- Bai Bai Baião (Rodger Rogério/Dedé Evangelista) – 2º lugar – Ceará
Voz: Lauro Benevides
3- Moinho de vento (Mário César Nascimento Brito) – 3º lugar – Bahia
Voz : Carlos Gazineo e José Emmanuel
4- Voltei (José Guilherme da Fonte/Antonio Cabral de Melo) - Pernambuco
Voz: José Guilherme, Ricardo Mergulhão, Luis Martinho e Luiz Cardosm Ayres
5- A cigana e o alecrim (Walter Queiroz Júnior) – Bahia
Voz: Walter Queiroz e Conjunto Prefixo 4
6- Menina de trança num dia de sol (Carlos Lacerda/Cid Seixas) – Bahia
Voz: Tema Trio
Lado B
1-Poema do Chapeuzinho Vermelho (Alcyvando Luz/Jairo Simões) – Bahia
Voz: Miramar, Celeste, Atahaulpa
2- Cantata do amor maior (Paulo Fernando Gama/Fernanda Aguiar/Marcus A.)
Pernambuco – Voz: Fernanda Aguiar e Marly Mayer
3- Caminhada (Lauro Benevides) – Ceará
Voz: Lauro Benevides, Conceição Benevides e Regina
4- Boca de Forno (Tânia Barbosa Cabral de Araújo) – Ceará
Voz: Conceição Benevides
5- Caminhante (Frederico Guilherme de Matos Pereira) – Ceará
Voz: Ronaldo
6- Cirandância (Cussy de Almeida/Marcus Accioly) – Pernambuco
Voz: Claudionor Germano e Coral Infantil
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Pedro Rogério - Livro - Pessoal do Ceará

Lançado pela Universidade Federal do Ceará ano passado, dentro do projeto “Ecos de 68 – Festival UFC de Cultura” o livro de Pedro Rogério é fundamental para todos que se interessam pela música cearense.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Shows no Centro Cultural do Banco do Nordeste-Fortaleza
III Mostra BNB da Canção Brasileira Independente
Aparecida Silvino (CE)
Marcelo Justa & Luciano Sá (CE)
Rogério Franco & Dalwton Moura (CE)
Dia 12, sáb, 15h
O show celebra o encontro entre três vertentes da obra musical, interpretação, melodia e letra. Uma das mais queridas cantoras de Fortaleza, Aparecida Silvino, com os veteranos compositores Marcelo Justa e Rogério Franco, e dois letristas – Luciano Sá e Dalwton Moura – que entendem e tratam a palavra como instrumento musical. 120min.
Fhátima Santos (AL)
Dia 12, sáb, 18h
Alagoana radicada em Fortaleza desde a infância, é uma das cantoras mais apreciadas e requisitadas para shows, festas e eventos. Nesse show, somente músicas inéditas de compositores como Fabíola Líper, André Marinho e Luciano Franco. 60min.
David Duarte (CE)
Dia 12, sáb, 19h30
Um dos compositores mais gravados por artistas locais, sua voz agradabilíssima é companheira constante nas ondas do rádio, pelos sucessos já consagrados “O que eu queria”, “Valeu a pena esperar” e “Serena saudade”. 60min.
Cocokalungo – “Brasilidades...” (PE)
Dia 16, qua, 12h
O Cocokalungo mostra a riqueza percussiva dos batuques brasileiros e suas variações através do Coco, ritmo e dança popular de influência africana, e do Kalungo, tambor oriundo da Nigéria e Gana, também nome de um personagem do imaginário popular. 60min.
Ciribáh Soares (CE)
Dia 16, qua, 17h30
Cantor, compositor e instrumentista, participou de vários grupos musicais. Desde 1995, em carreira solo, já lançou três álbuns e um DVD gravado ao vivo, com direção musical de Tarcísio Sardinha e Manassés de Souza. 60min.
Simone Guimarães & Renato Braz (SP)
Dia 16, qua, 19h
Conterrâneos, eles têm muito em comum. Apesar de urbanos, possuem uma alma brejeira. Sob as influências do Clube da Esquina, aproximaram-se da música mineira, do campo, mas sempre fazendo algo universal. Por isso, ambos tem público cativo no Ceará e por onde passam. As parcerias, a excelência nas composições e a região vocal trabalhada são também outros pontos de encontro. 120min.
Ricardo Black (CE)
Dia 17, qui, 12h
Cantor, apresentador e mestre de cerimônias, a voz forte e marcante é a expressão máxima do seu talento. O show “Sambas Black” visita clássicos não só do samba, mas de bossas e baladas dos melhores compositores brasileiros. 60min.
João Mendes e Retrilhos – “Caminho de rio” (SP)
Dia 17, qui, 17h30
O grupo João Mendes e Retrilhos atua com espetáculos dançantes, poéticos e interativos. O show traça um paralelo com o percurso de um rio desde o seu nascimento, num “crescendo”, vai ganhando força e ritmo à medida que caminha. 60min.
Conjunto Nossa Chama – “Nação Brasil” (SP)
Dia 17, qui, 19h
O grupo incorpora elementos do choro, do samba de roda baiano, do samba carioca e do samba rural característico em São Paulo e Minas Gerais. A sonoridade madura e harmoniosa é fruto dos oito anos de formação. 60min.
Carolina de Oliveira (CE)
Dia 18, sex, 12h
Aos 24 anos, é um dos nomes mais conhecidos do circuito musical dos bares e casas de show de Fortaleza. Apresenta o show Samba & Bossa de Chico Buarque, interpretando clássicos da vasta obra deste grande autor. 60min.
Isaque Galvão – “Matulão” (RN)
Dia 18, sex, 17h30
“Matulão é uma adaptação que poderia ser definida como regional jazz”, afirma Isaque Galvão, sobre a roupagem jazzística dada à obra de Luiz Gonzaga, não apenas no formato, como também pelos arranjos intimistas; contudo, não se afasta da origem tipicamente nordestina. 60min.
Camba (RN)
Dia 18, sex, 19h
Músicos talentosos reunidos para tocar o melhor da música latina, com a execução requintada de ritmos caribenhos e versões “calientes” para grandes sucessos da música brasileira, incluindo um repertório autoral. 60min.
Mafalda Morfina (CE)
Dia 19, sáb, 15h
A banda surgiu marcada pela “ideologia da igualdade”, composta por homens e mulheres. O estilo musical se revelou numa linha do Pop, Rock’n’Roll e das influências de cada um dos integrantes. No CD “Sonhos contrários”, canções que abordam diversos temas. 60min.
Projeto DOX (RJ)
Dia 19, sáb, 16h30
Surge em 2006 como um projeto experimental de Rock Power Pop. As texturas harmônicas revelam o caos e a instantaneidade, típicos do universo urbano. No EP digital “Neurastenia”, propõe “um som quente e analógico, dispondo livremente das possibilidades da manipulação digital”. 60min.
Neo Pi Neo (CE)
Dia 19, sáb, 18h
Cantor, compositor, gaitista, humorista e engenheiro civil, destacou-se com o CD "Os forroleros e bolerangos de Neo Pi Neo", lançado no programa Jô Soares, em 1997. A composição "A Rural", de sua autoria, retrata bem o humor irreverente do seu trabalho. 60min.
Escurinho (PB)
Dia 19, sáb, 19h30
Intérprete performático e “construtor” da nova música paraibana, aplicou com zelo os ensinamentos de Jackson do Pandeiro, Abdias, Marinês e sua Gente e a Orquestra Tabajara. Vai do xote ao reggae, do rock ao baião, dos ritmos afros ao coco de embolada. 60min.
Fernando Rosa (CE)
Dia 23, qua, 12h
Presença marcante em vários festivais no Estado do Ceará e no cenário musical local, o músico, compositor, intérprete e professor, após dois CDs gravados, “Guaramiranga” e “Embornal do Tempo”, antecipa nuances e repertório do terceiro CD. 60min.
Adicima – “Tem um dedo na minha mão?!” (SP)
Dia 23, qua, 17h30
Banda formada em 2005 na cidade de Valinhos (SP), com influências do jazz, samba, rock psicodélico e das músicas regionais e xamânicas, traz o espetáculo “Tem um dedo na minha mão?!”, mostrando quão limitada é a noção musical da sociedade atual. 60min.
Zeppa (RJ)
Dia 23, qua, 19h30
José Paulo de Souza, o Zeppa, dispensa apresentações. É autor, em parceria com Jorge Vercilo dos sucessos “Leve”, “Em órbita” e “Suspense”. Atualmente integra a banda de Luiza Possi. No show, músicas como “Luz Acesa”, “Só vai dar você” e “Incompatibilidade”. 60min.
Lúcio Ricardo (CE)
Dia 24, qui, 12h
A sua performance de palco é capaz de prender a atenção de qualquer público, e a voz vibrante revela a sua emoção de cantar. O show “IÊ, IÊ, IÊ” revive o romantismo e a descontração da Jovem Guarda – de “Negro gato” a “Coração de papel”. 60min.
George Durand (CE)
Dia 24, qui, 16h
Cearense radicado em Brasília desde o início dos anos 1990, prioriza o texto poético, a beleza harmônica e melódica dos arranjos, a interpretação e qualidade das canções. Traz na bagagem os CDs “George Durand”, “Limiar” e “Quatro Elementos”. 60min.
Kleber Albuquerque (SP)
Selmma Carvalho (MG)
Carlos Careqa (SP)
Dia 24, qui, 18h
Vindos de histórias e lugares diferentes, reunidos no mesmo palco para mostrar a versatilidade de cada um – gerando, a partir desse encontro, novas possibilidades musicais. O carisma de Kleber Albuquerque, somado a voz aveludada e vibrante de Selmma Carvalho, com a irreverência bem-humorada de Carlos Careqa, faz do show uma oportunidade ímpar de presenciar a diversidade musical brasileira. 120min.
Marcus Caffé (CE)
Dia 25, sex, 12h
Com mais de 20 anos de profissão, possui timbre raro e técnica vocal apurada. Reconhecidamente, um dos maiores intérpretes no Ceará. No show “Déjà Vu”, reúne músicas de Fausto Nilo, Evaldo Gouveia, Nonato Luiz, Eudes Fraga e Eugênio Leandro. 60min.
Kennedy Costa (PB)
Dia 25, sex, 13h
Contemporâneo de artistas que surgiram na década de 1980, entre eles Escurinho e Milton Dornellas, participa intensamente do movimento musical paraibano. Suas composições cantam o amor e o cotidiano, com uma sonoridade rural que nos remete aos contextos urbanos. 60min.
Lúcia Menezes (CE)
Dia 25, sex, 17h30
Cantora de vários estilos, faz questão de preservar o sotaque cearense, num show que retrata bem a sua bagagem musical. “Pintando e Bordando” tem por base o repertório do CD homônimo, recentemente gravado, estando em lançamento pelo país. 60min.
Vanessa Pinheiro (PA)
Dia 25, sex, 19h
Ela representa a renovação da MPB de qualidade. São dois CDs produzidos por Arthur Maia. Canta e toca violão desde os oito anos. A belíssima voz, afinação e interpretação sublime podem ser conferidas no show e nos registros fonográficos. 60min.
Café do Vento (RN)
Dia 26, sáb, 13h
O som do “Café do Vento” apresenta elementos da tradição popular, associando a influência da música erudita, da interpretação teatral à execução de arranjos percussivos, a partir de instrumentos convencionais ou artesanais criados pelo grupo. 60min.
Quinteto Agreste (CE)
Dia 26, sáb, 18h
O grupo escreveu uma bela história na música do Ceará. Em 1974, nascia livre de rótulos, com amplos horizontes artísticos e forte influência dramática. Após 14 anos de pausa, retornou à cena musical com toda a plenitude e maturidade. 60min.
Xangai (BA)
Cátia de França (PB)
Khrystal (RN)
Dia 26, sáb, 19h30
A música de raiz tem espaço mais que merecido, através dos mestres Xangai e Cátia de França, veteranos parceiros de festivais, shows e gravações desde a era dos saudosos vinis. Neste show, os dois encontram a discípula Khrystal, que honra a tradição sertaneja e os ritmos de raiz, mostrando os diversos sotaques dos cocos e emboladas, em consonância com a produção contemporânea. 120min.
Fulô da Aurora (CE)
Dia 30, qua, 12h
Redescobrir e ressignificar a tradição oral através da música de raiz, vislumbrando visibilidade e continuidade para possibilitar a veiculação nos espaços sociais e de mídia, são elementos trabalhados pelo grupo, buscando parcerias com novos compositores e grandes mestres. 60min.
Taís Guerino (GO)
Dia 30, qua, 18h
Taís começou a cantar aos dez anos e daí em diante foi somando premiações, participações em programas de TV e shows em salas de renome de Goiás. O seu primeiro CD, intitulado “Outra Pessoa”, foi recentemente lançado e está em turnê pelo país. 60min.
Jards Macalé (RJ)
Dia 30, qua, 19h
Atuante nas várias formas de arte, como a música, cinema, poesia, artes plásticas, teatro e televisão, transita entre o erudito e o popular com maestria. Dirigiu e produziu shows de grandes nomes da música brasileira. 60min.
CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - FORTALEZA
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - CEP: 60025-130
Fone (85) 3464.3108 - Fax (85) 3464.3177
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Fagner - Uma canção no rádio
Neste ano em que completa 60 anos de vida e quase 40 de carreira, Raimundo Fagner lança um CD em que confirma sua capacidade de renovação e de estar sempre antenado com o que acontece à sua volta. Com produção em parceria com Clemente Magalhães - jovem e talentoso produtor carioca - Fagner mostra em “Uma canção no Rádio” uma de suas principais características que é lançar novos compositores, em especial seus conterrâneos. Seria difícil alguém fora do estado nordestino ouvir falar em Oliveira do Ceará, mas hoje ele já é um nome nacional. Com 3 canções de autoria do compositor cearense – uma delas com a intervenção de Gabriel, o Pensador – Fagner registra a obra desse ótimo compositor, assim como fez antes com o poeta Francisco Carvalho.Com uma banda inteiramente nova ( mas com a participação de Ítalo Almeida em duas faixas e de Tuco Marcondes em outra) , o novo disco traz uma sonoridade diferente e moderna ao trabalho de Fagner, ao mesmo tempo em que ele continua a resgatar belos trabalhos nordestinos como por exemplo a deliciosa “Flor do Mamulengo”, de Luiz Fidélis, gravada originalmente por Abdoral Jamacaru, o excelente compositor do Cariri.
Um outro momento muito especial do novo CD é a muito bem vinda parceria com o genial Chico César – Farinha Comer – O nome ficou meio estranho, deveria ter permanecido com o nome original que era “Casa de Farinha”, mas nada que tire o brilho da letra maravilhosa e que permite várias interpretações. Um belo registro e que venham novas parcerias.
Mais uma vez (que bom!) Zeca Baleiro está presente em um trabalho de Fagner e a faixa título do disco “Uma canção no Rádio” tem um refrão que tem tudo para ser o que chamam de “chiclete mental” , você aprende e aquilo gruda no seu ouvido que você repete instantaneamente. É o caso de “Tudo se desfaz, vida leva e traz/Fica só o pó da estrada/Que o céu me roube a luz/ Mas me reste a voz /Na noite calada” .
Outra que tem muita chance de pegar, se tocar na rádio, é “Me dá meu coração” de Accioly Neto. Nos shows ela tem uma boa resposta do público, que já sabe o refrão também.
Fagner acertou em cheio com o seu novo CD (apesar de eu não ter entendido o porque de incluir “Muito amor”, já gravada anteriormente). Mesmo sendo no formato digi-pack - a embalagem econômica mais usada atualmente - o disco tem um belo trabalho gráfico, com caixa, encarte e abrindo em três partes. Ponto para o grande Fagner que comemora em plena forma seus 60 anos de vida e outros tantos de uma carreira contínua, coerente e acima de tudo de muito sucesso junto ao seu público fiel e também com os novos fãs que ele conquista a cada dia.
RAIMUNDO FAGNER – UMA CANÇÃO NO RÁDIO – 2009
1- Muito amor (São Beto)
2- Regra do amor (Oliveira do Ceará)
3- Sonetos (Domer)
4- Uma canção no rádio (Filme antigo) (Fagner/Zeca Baleiro)
5- Martelo (Oliveira do Ceará/Adamor/Gabriel, o Pensador)
6- Me dá meu coração (Accioly Neto)
7- Flor do mamulengo (Luiz Fidélis)
8- Farinha comer (Fagner/Chico César)
9- Amor infinito (Oliveira do Ceará)
10- A voz do silêncio (Fagner/Fausto Nilo)











