sábado, 18 de julho de 2009

Quatro Ases e Um Coringa - 78 rpm




E por falar em Museu da Imagem do Som e suas exposições, uma postagem que tem tudo a ver com a instituição e com a "Era do rádio".
O Grupo Quatro Ases e um Coringa foi uma dos primeiros grupos cearenses a fazer sucesso a nível nacional. As informações abaixo foram copiadas do verbete do grupo no site do “Dicionário da MPB “de Ricardo Cravo Albim:


“Seus integrantes eram todos da cidade de Fortaleza: Evenor de Pontes Medeiros, nascido em 1915, violonista e compositor; José de Pontes Medeiros, nascido em 1921, violonista e cantor; Permínio de Pontes Medeiros, gaitista e cantor; André Batista Vieira, o Coringa, nascido em 1920, pandeirista, cantor e compositor e Esdras Falcão Guimarães, o Pijuca, nascido em 1921. Em 1952, o pandeirista André Batista Vieira foi substituído por Jorginho do Pandeiro, que viria a integrar depois o Conjunto Época de Ouro, sendo depois substituído por Nilo. No final da década de 1950, Nilo foi substituído por Miltinho, pandeirista e vocalista, que também integrara os Anjos do Inferno e depois faria sucesso como cantor.O grupo foi, juntamente com os Anjos do Inferno, o conjunto de maior destaque na segunda fase da chamada época de ouro da música popular brasileira, principalmente na década de 1940.Em 1939, os irmãos cearenses Evenor, José e Permínio estudavam no Rio de Janeiro e decidiram formar um quarteto vocal e instrumental juntamente com o amigo André, mais conhecido por Melé, que significa coringa. Depois de formar-se em Química, em 1941, Evenor viajou com os outros três para Fortaleza, onde apresentaram-se na Ceará Rádio Clube com o nome de Bando Cearense. Foi então que se juntou a eles o violonista Esdras Falcão, o Pijuca. Por sugestão do jornalista cearense Demócrito Rocha adotaram o nome de Quatro Ases e Um Melé. De volta ao Rio, apresentaram-se na Rádio Mayrink Veiga durante três meses e depois foram para a Rádio Tupi por indicação de João Dummar, diretor da Ceará Rádio Clube. Dummar sugeriu ainda que o conjunto trocasse o nome para Quatro Ases e Um Coringa, já que Melé era um termo desconhecido.Em 1941, gravaram o primeiro disco, pela Odeon, com a marcha "Os dois errados", de Estanislau Silva, Álvaro Nunes e Nelson Trigueiro, e o samba "Dora meu amor", de Constantino Silva e André Vieira. Em seguida, gravaram a marcha "Pica-pau", de Ary Barroso, e o samba "Escorreguei e caí", de Gil Lima e J. B. Cruz. No ano seguinte, gravaram a marcha "Viva quem tem bigode", de Rubens Soares e David Nasser, e os sambas "Os beijinhos de iaiá", de Clênio França, Orestes Xavier e L. Dias; "Coração bateu demais" e "Quem duvidar que apareça", de Assis Valente; "Coisas do carnaval" e "Batuca nega", de Ary Barroso; "No Ceará é assim" e "Se o meu pinho parar...", de Carlos Barroso, e "Ai! Que saudade dela", de Geraldo Pereira e Ari Monteiro, além do batuque "Eu vi um leão", de Lauro Maia. Por essa época, foram contratados para atuar no Cassino Copacabana, onde trabalharam por quatro anos.

Em cerca de vinte anos de carreira, o grupo gravou 100 disco em 78 rpm, sendo 65 na Odeon, 33 na Victor e dois na Marajoara, Seus maiores sucessos foram "Baião", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; "Terra seca", de Ary Barroso; "É com esse que eu vou", de Pedro Caetano; "Viva quem tem bigode", de Davi Nasser e Rubens Soares; "Eu vi um leão", de Lauro Maia; "No Ceará é assim", de Carlos Barroso; "Trem de ferro", de Lauro Maia; "Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso; "Chega, chega, chegadinho", de Lauro Maia; "Onde estão os tamborins", de Pedro Caetano; "O periquito da madame", de Nestor de Holanda, Carvalhinho e Afonso Teixeira; "Sá Mariquinha", de Luís Assunção e Evenor de Pontes; "Sambolândia", de Pedro Caetano; "Dezessete e setecentos", de Luiz Gonzaga e Miguel Lima; "Cigana feiticeira", de Benedito Lacerda e Haroldo Lobo; "Seridó", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; "Cabelos brancos", de Herivelto Martins e Marino Pinto; "Mangaratiba", de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga; "Derramaro o gai", de Zé Dantas e Luiz Gonzaga; "Marcha do caracol", de Peterpan e Afonso Teixeira; "Apanhador de papel", de Peterpan e Afonso Teixeira e a marcha "Pescador", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.”

O disco acima é o 78 rpm do ano de 1950 que continha as músicas:

-Baião de Dois (Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga)
-Paraíba (Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga)

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