sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Marcus Caffé - CD Déjà Vu


Esse é o quarto trabalho solo de Marcus Caffé em CD. “Déjà vu” confirma o grande intérprete que ele é. Passeando com desenvoltura e intimidade por todos os gêneros, Marcus empresta sua voz tanto para o “Tango pra Tereza” de Evaldo Gouveia e Jair Amorim quanto para o samba título do CD “Deja Vu “, esse de sua autoria.
“O apelo dramático do tango é sempre uma carta na manga para qualquer cantor” , afirma Marcus. Perguntado se “Deja-vu” é sua primeira composição ele informa que já compôs várias músicas, só que ainda não tinha registrado em disco e agora decidiu incluir essa no novo trabalho.
Outro desafio que o cantor encarou de forma muito bem sucedida foi “Espinha de Bacalhau” de Severino Araújo em que Fausto Nilo colocou letra. Não é fácil cantar essa música mas ele deu o recado de forma impecável.
Outras faixas que eu destacaria do CD são “Segredo” com uma letra linda de Marcus Dias em música do sempre inspirado Marcílio Homem e “Poeta”, composição que traz a assinatura inconfundível de Eudes Fraga em parceria com Eliakin Rufino.
Privilegiando os autores cearenses em sua escolha de repertório, Deja Vu está com coquetel de lançamento agendado para março, em Fortaleza e, em seguida, Marcus pretende fazer shows em outros estados e espalhar sua voz pelo país.

Aqui a definição do seu mais novo trabalho pelo próprio intérprete, que sempre tem seu nome citado por Raimundo Fagner quando perguntado em entrevistas quem ele (Fagner) destacaria da nova geração de músicos cearenses:

“Antes de tudo o mais...sem a aprovação do projeto do disco pelo IV edital de Incentivo às Artes promovido pela Secult em 2007 as gravações não teriam acontecido!
Este trabalho passou por alguns anos de maturação em seu conteúdo e forma, nesse ínterim alguma pessoas importantes surgiram com sugestões igualmente ricas. Oportunidades de vivências foram absorvidas e a decisão enfim foi mais uma vez valorizar as influências que fazem de mim o profissional que me sinto hoje. Maduro em meu ofício, ciente do mercado profissional, mais ético do que nunca, coerente como jamais. Como um instrumento de fortalecimento da identidade coletiva da escola lítero-musical cearense o CD tem em seu ambiente sonoro várias manifestações da cultura regional dispersos de forma discreta e perceptível.

Fazendo menção aos primórdios de nossa formação musical (Oriente - Eugênio Leandro) e algumas de suas principais influências o formato acústico nos aproxima ainda mais do universo temático. São maxixes, chorinhos, sambas, flamencos, toadas que remontam ao déjà vu, ao conhecido, a um recanto de nosso imaginário coletivo quando a música nos parecia narrar nossa própria história, daí nossa identificação natural.


Foram compositores cearenses, arranjadores e instrumentistas cearenses, estúdio cearense, obras de e com autores cearenses num abraço afetuoso de reconhecimento a pequena fração do que de melhor podemos produzir para o mundo.

Há uma questão de fundamental importância para o ambiente da cultura do mercado de produção de áudio que se faz aqui, o grau de maturidade dos profissionais desse segmento em muito ultrapassa a média de produção nacional, portanto, abre precedente para que uma infinidade de iniciativas, de projetos de trabalhos sejam feitos com mão de obra integralmente local, uma visão meritória de toda nossa construção histórica.

Dentro desse contexto histórico saudamos os compositores Evaldo Gouveia (Tango pra Tereza) hit romântico que compôs o cenário da música nacional a partir dos anos 70 pela voz da "Sapoti" Ângela Maria; o compositor Fausto Nilo que nos trouxe a consciência poética da obra de Severino Araújo (Espinha de Bacalhau), agradeço o empréstimo de suas obra ao internacionalmente renomado Nonato Luis que em parceria com Abel Silva, referência no mercado da composição; autorizou-me e estimulou o registro de sua gostosíssima obra (Pagando pra ver), igualmente agradeço ao contemporâneo, e meu primeiro violonista, Marcílio Homem que em dois momentos pontua o disco com resultado de parcerias distintas (Morena – com Alencar Menezes e Segredo – com Marcus Dias).

De geração dos filhos de minha geração, a sorte me trouxe Alan Mendonça e Rafael Torres (Enquanto a cidade dorme) e fechando a trabalho um hino à espirituosidade do compositor com Eudes Fraga e Eliakin Rufino (Poeta).

Impossível não agradecer a Adelson Viana que em seus poucos momentos comigo trouxe luz à algumas questões técnicas, à Adriana Góis que com um espírito pacífico e com serenidade administrou parte da burocracia que envolve a produção de um CD, ao Hamilton Silva operador de áudio que, sempre atento, buscou a melhor sonoridade para nossas cansativas sessões de gravação, ao Cabeça e ao Antônio que participaram conosco em alguns momentos também.

Os músicos todos foram de uma sensibilidade e compreensão além do comum, e isso é motivo de muita gratidão e satisfação em tê-los comigo nesse trabalho, dessa forma Carlinho Crisóstomo, Carlinhos Patriolino, Eduardo de Holanda, Marcos Maia, Marcelo Randemarck, Nélio Costa, Adelson Viana, Edson Távora, Márcio Resende, Nilton Fiore e Rossano Cavalcante obrigado pela presteza e pelo empréstimo de tantos talentos.

Outros amigos como Moacir Júnior, Rejane Porto, D. Carminha e minha família deram suporte logístico nos dias que se seguiram. Mais outras pessoas também se somaram ao projeto, D. Evangelina e Sr. Claudionor, Cely Dias e Vanda Melão (SEST SENAT), Goreti Macedo e Ana Studart (Fundação Beto Studart), Rui Dias e Nerizeth Moreira (Queiroz Galvão), Marcelo Arraes e Dane Arraes, Rejane Porto (Distrivídeo), Colégio Nossa Senhora das Graças, Gárdia Sá (Digi&tal), Gláucia Studart (Taco e Pizza), Lucielena (midiamix) e Inara (CD+), Maria Britto e Chicão, Chiquinho Cavalcante.


O esforço valeu a pena pela qualidade sonora, pelo conteúdo e forma atribuídos ao produto final. A certeza é a de que teremos juntos, no futuro, outros momentos prazerosos sendo vividos e revividos nas ondas do rádio, em nossa memória DÉJÀ VU.”

Marcus Caffé

Os músicos que participaram do disco que teve a criação, produção e direção de Marcus Caffé foram:
Piano: Edson Távora
Violões: Carlinhos Crisóstomo , Eduardo Holanda, Carlinhos Patriolino (também cavaquinho) Marcos Maia e Marcelo Randemarck (também baixo)
Baixo acústico: Nélio Costa
Sax e flautas: Márcio Resende
Percussão: Rossano Cavalcante e Nilton Fiore


MARCUS CAFFÉ – DÉJÀ VU – 2008

1- Tango para Tereza (Evaldo Gouvêia/Jair Amorim)
2- Enquanto a cidade dorme (Rafael Torres/Alan Mendonça)
3- Morena (Marcílio Homem/Alencar Menezes)
4- Segredo (Marcílio Homem/Marcus Dias)
5- Pagando pra ver (Nonato Luiz/Abel Silva)
6- Oriente (Eugênio Leandro)
7- Déjà vu (Marcus Caffé)
8- Espinha de bacalhau (Severino Araújo/Fausto Nilo)
9- Poeta (Eudes Fraga/Eliakin Rufino)


Para comprar o CD “Déjà vu”: caffeproducao@gmail.com

Para conhecer mais o trabalho:

www.myspace.com/marcuscaffe

http://caffeclube.blogspot.com/

www.clubecaiubi.ning.com/profile/marcuscaffe

http://br.youtube.com/marcuscaffe

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