sábado, 30 de agosto de 2008

Show de Eugênio Leandro - RJ - 1999

No período de 5 de janeiro a 9 de fevereiro de 1999, o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro promoveu uma série de shows musicais intitulada “Cantorias Nordestinas” . Com a concepção e direção geral da Sarau Promoções Culturais, coordenação artística e textos de Mário de Aratanha (Kuarup Discos) e contando ainda com a consultoria do compositor e escritor Bráulio Tavares , o projeto mostrou um belo painel da produção musical e cultural do nordeste. Os seis espetáculos que mostraram a diversidade da música nordestina foram representados pelo armorial e prosa (Xangai e Quinteto da Paraíba), sanfona, forró e frevo (Oswaldinho e João Lyra), canção nordestina, desafio e repente(Oliveira de Panelas, Octacilio Baptista e Ivanildo Vila-Nova), violões nordestinos (Henrique Annes, João Omar e Nenéu Liberalquino) e a modernidade, com o grupo Cascabulho.

No dia 19 de janeiro, o show “ A canção nordestina” reuniu o paraibano Chico César, que tinha emplacado o sucesso Mama África e o cearense Eugênio Leandro, na ocasião lançando seu terceiro disco, “A cor mais bonita”. O programa do show definiu assim o encontro:

“Os cantores-compositores tornaram-se mais freqüentes depois da era dos festivais e são marca importantíssima na contribuição nordestina à MPB. Geraldo Azevedo, Fagner, Alceu Valença, Zé Ramalho e tantos outros, criaram uma tradição que é focalizada no terceiro espetáculo, com um cearense – Eugênio Leandro – e um paraibano – Chico César.
Eugênio já foi chamado de “Chico Buarque da caatinga”quando chegou em Fortaleza vindo do Vale do Jaguaribe. Hoje este trovador moderno é figura de proa da jovem intelectualidade cearense, e seu canto mescla as influências clássicas de Lua e Jackson mais as de Elomar e Patativa do Assaré.
Chico César surgiu no grupo Jaguaribe Carne, de João Pessoa, liderado pelo compositor Pedro Osmar. Jaguaribe Carne fazia uma leitura quase punk do tropicalismo, e foi responsável por inúmeros happenings e intervenções na cena musical/cultural da cidade a partir de 1975. Chico César é “cria” desse movimento, e a qualidade de suas composições e seu carisma de palco fizeram dele uma das estrelas de ascendência nacional mais rápida dos últimos anos.”

Quem abriu o show foi Eugênio Leandro que selecionou canções de seus três discos então lançados. O set list foi o seguinte:

-As ondas imensas do mar (Eugênio Leandro)
-Consolança (Eugênio Leandro/Oswald Barroso)
-Ela me disse (Eugênio Leandro)
-Tonta saudade (Eugênio Leandro)
-Extravagante (do popular português, colhido por Janita Salomé)
-Catavento (Eugênio Leandro/Oswald Barroso)
-Brasil de dentro (Eugênio Leandro)

Na parte final do show, Chico César comentou que achou engraçado o comentário dos jornais de Fortaleza que o estavam considerando o “padrinho” de Eugênio e que ele não poderia ser padrinho de “um homem daquele tamanho”... e o show foi encerrado no melhor astral possível com os dois cantando “Mamulengo” de Abdoral Jamacaru.

Junto com Eugênio estava o músico de Juazeiro do Norte, Lifanco que fez a segunda voz e tocou violão.

Nenhum comentário:

Vídeo de Zeca Zines no You Tube - Sensacional!