segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Fagner - Show "Fortaleza"

Fagner fotografado por Rosângela Serafim no show do Citibank Hall em SP

FAGNER – SHOW ‘FORTALEZA”- Canecão, RJ

Há quase três anos sem se apresentar em show solo no Rio de Janeiro – o último foi em 2004 para o lançamento do CD “Donos do Brasil”- Fagner fez dois shows no Canecão nesse último fim de semana (29 e 30/09) para lançar seu mais recente CD, “Fortaleza”.
O lançamento oficial do disco já tinha acontecido em São Paulo no Citibank Hall, na semana passada. Minha expectativa para o show de estréia no Rio era a maior possível, pois soube que em São Paulo ele tinha começado o espetáculo se acompanhando ao violão e cantando canções como “Dois Querer” e “Motivo”, duas das minhas preferidas em toda a sua carreira. Eu fiquei só na vontade, pois Fagner mudou o repertório para o show do Rio e não incluiu as canções mais antigas que cantou em SP e nem tocou sozinho com seu violão. A seqüência das músicas do show de sábado foram: Um real de amor/Amor escondido/Reino/Minueto da porta /Fortaleza/Difícil acreditar/Preciso de alguém/Dezembros/Mucuripe/Guerreiro menino/Retrovisor/Fanatismo/Quem me levará sou eu/Jura secreta/Espumas ao vento/Revelação/Deslizes/Borbulhas de amor/Viajante/Toque sanfoneiro toque/Último pau de arara/Lembrança de um beijo/Você endoideceu meu coração/Vem morena/Vaca estrela e boi fubá/Noturno/Canteiros/Pedras que cantam/Deixa Viver e Rancho das flores.
A banda que o acompanhava era formada por Adelson Vianna (acordeon/teclados), Edmundo Jr (baixo), Hoto Jr (percussão), Cristiano Pinho (guitarra), Marcos Vinícius (teclados) e Ricardo Pontes (bateria).
Na minha opinião, Fagner deveria ter convidado o cantor e compositor Paulo Façanha - que participou de seu disco - para estar nesse show do Rio ( e no de SP também). Seria um excelente momento para lançar o cantor aqui no sudeste. Creio que Fagner chegou a um ponto de sua carreira em que ele pode e deve arriscar coisas novas. Claro que o público vai sempre querer que ele cante canções como “Canteiros” e “Mucuripe”, mas ele deveria inovar um pouco o seu repertório, incluindo em seus shows canções menos óbvias e cantar outras músicas como nos shows que ele fez com Gereba em São Paulo nos anos 90, por exemplo. Acho também que ele deveria cantar músicas de outros cantores como Paulinho Pedra Azul, Milton Nascimento ou Djavan, para citar alguns ou até mesmo fazer arranjos novos para seus “clássicos”. A parceria com Zeca Baleiro foi uma das melhores coisas que aconteceu na carreira de Fagner nos últimos tempos e acredito que ele teria o mesmo sopro de renovação e entusiasmo se ele se aproximasse mais dos novos talentos que surgem a toda hora em seu estado natal. Fico só a imaginar o impulso que teria a carreira de intérpretes como David Duarte, Paulo Façanha, Marcos Caffé , Edmar Gonçalves ou Isaac Cândido, se Fagner os convidasse para fazer uma participação em seus shows sempre lotados do Canecão...
A impressão que Fagner me passou no sábado é que ele está cansado de fazer shows. Parecia um pouco entediado e sem a alegria dos anos anteriores. O show foi longo, como normalmente ele sempre faz, mas o entusiasmo dele já não é aquele que eu vi em outros shows. Até mesmo para voltar para o bis, achei que ele veio sem muito pique. De qualquer forma, um show de Fagner é sempre um grande espetáculo, mas eu gostaria de ver novamente no palco o sorriso aberto dos shows com Zeca Baleiro e a alegria contagiante e espontânea que pode ser observada no DVD que ele gravou com o cantor e compositor maranhense em 2003.
Fagner no Canecão, RJ em 29/09/07

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