terça-feira, 3 de julho de 2007

II Festival Banco do Nordeste da Música Instrumental

Um outro Nordeste

Confirmando a atenção conferida pelo Centro Cultural Banco do Nordeste à música instrumental, o público de Fortaleza, da região do Cariri cearense e da cidade de Sousa, no Alto Sertão Paraibano, tem um novo encontro marcado com o melhor da produção dos músicos, compositores e arranjadores atuantes no Nordeste.

É o II Festival BNB da Música Instrumental, que, dando prosseguimento ao bem-sucedido evento de 2006, oferece mais uma oportunidade de contato entre artistas e platéias, em nome da música de qualidade.
Este ano, o festival reúne nada menos que 39 atrações, oriundas de sete Estados nordestinos e de Minas Gerais, em uma síntese da área de atuação do Banco do Nordeste, que compreende também o Norte de Minas e do Espírito Santo.

São formações musicais das mais variadas, de concertistas de piano e violão solo a orquestras e big bands, passando por duos, trios, quartetos e quintetos de diferentes origens,influências e propostas estéticas. Mas de notável coerência no objetivo de levar ao público uma música diferenciada da que costuma se fazer mais presente nos grandes veículos de difusão.
Uma missão assumida pelo festival, no qual várias dessas atrações sobem ao palco mais de uma vez, circulando pelas unidades do Centro Cultural Banco do Nordeste nas cidades de Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa. Sempre com entrada franca, uma das características do equipamento, em explícito convite ao público para ver e ouvir o que há de novo e bom.
Ao todo serão 19 dias de atividades, de 10 a 28 de julho. Além das apresentações musicais, outros eventos marcam o festival: a participação do consagrado violonista cearense Nonato Luiz, que concederá entrevista aberta ao público, contando sua história de vida e descrevendo sua trajetória artística, no programa Nomes do Nordeste , no dia 17; o seminário avançado de arte Modos colaborativos de divulgação e circulação cultural, onde serão compartilhadas as experiências das comunidades digitais Overmundo , nos dias 24 e 25; a palestra Música instrumental: do ruído natural às grandes formas musicais, no programa Museu Vivo, com o sociólogo, pesquisador e professor Dilmar Miranda, no dia 10; e a Oficina de percussão e ritmos brasileiros ministrada pelo experiente músico Cláudio Mineiro, de 17 a 21 de julho. Oportunidades para interação direta entre artista e público, estimulando o debate e a prática em torno da música.
Assim como na primeira edição, o festival chega carregado de diversidade, tanto pelas variadas informações quanto pelas diferentes propostas estéticas. Prova de que, apesar das conhecidas dificuldades, o painel da música brasileira é cada vez mais amplo.
Um olhar sobre o conjunto dos artistas que trazem seu talento ao festival revela um Nordeste longe da limitação das concessões e estereótipos, pleno de possibilidades de projetos artísticos que, despidos de preconceitos, tanto podem palmilhar o chão do regional quanto abraçar horizontes de musicalidades sem fronteiras.
Instrumental brasileiro e jazz, samba e choro, pop e rock, cabaçal e erudito, tudo se coaduna, convivendo e interagindo. Este outro Nordeste, sonoro e intenso, múltiplo e pessoal, promove um encontro consigo mesmo. Para o qual você é nosso convidado especial.'
(Texto do jornalista Dalwton Moura)

2 comentários:

Anônimo disse...

Só não consegui entender por que não consta nesse blogger o nome do violonista, compositor e arranjador Marcilio Homem.

Klaudia Alvarez disse...

Olá,

A idéia aqui, é falar sobre os discos lançados por músicos cearenses, sobre os shows, etc. Marcílio ainda não foi citado como um marcador individual ainda, pq provavelmente ele não tem um CD solo lançado. Se vc observar, ele está citado em vários discos onde participou como músico. O dia em que ele fizer um CD, um show solo, etc, será postado como marcador com toda certeza. É um músico maravilhoso e uma pessoa muito simpática que já tive o prazer de conhecer pessoalmente.

Um abraço.

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